Especialistas defendem mapeamento e retirada de amianto

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Amianto, muito usado no final do século passado, continua presente em muitos lugares; especialistas alertam para os problemas de saúde provocados pelo material

Na Espanha, o técnico higienista Lluís Mallart, especialista em amianto, revela que no país “o amianto está por todos os lados. Não podemos saber quantos milhões de toneladas existem”. Antes, pensavam que só era perigoso quando se quebrava, mas agora se sabe que o material se degrada pelo tempo ou pela climatologia.

Este material de construção foi proibido em quase 70 países após diversas pesquisas que mostraram os efeitos maléficos para a saúde. Porém, ele continua em milhares de lugares do planeta.

Em parte, o problema é que para uma retirada segura do amianto, é necessário que esta seja realizada por profissionais capacitados, o que representa custo elevado.

Lluís Mallar, assim como outros especialistas, cobra do governo maior empenho em localizar este material e retirá-lo. Reclamam que deveria ser considerado um assunto de urgência para a saúde pública.

Se os produtos que contêm amianto se mexem ou se deterioram, pequenas fibras são liberadas no ar e podem ir parar nos pulmões, permanecendo por muito tempo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que todos os tipos de amianto causam câncer de pulmão, mesotelioma, câncer de laringe e de ovário, e asbestose.

OMS ressalta ainda que não há limite seguro de exposição a esse minério, largamente utilizado na construção civil nas décadas de 60, 70 e 80.

Já nos países onde o amianto está proibido, o material continua presente em algumas casas, escolas, ambientes de trabalho, e vários outros.

Fontes:

Expertos y municipios alertan de la urgencia de retirar el amianto

¿Qué es el amianto y qué tipo de enfermedades puede provocar?

Amianto: un peligro real y sin cuantificar en casas, escuelas y oficinas

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