Smart Human Cities: o desafio de adaptar os espaços públicos

Smart Human Cities: o desafio de adaptar os espaços públicos

É necessário adaptar os espaços públicos urbanos para melhorar a acessibilidade, especialmente para pessoas com deficiência

Alguns estudos alertam que, em 2050, um bilhão de pessoas com algum tipo de deficiência viverá nas cidades. Isso implica uma mudança total na estrutura das cidades, que hoje apresentam grandes dificuldades de acessibilidade, não apenas para pessoas com mobilidade reduzida, mas também para a população idosa.

Arquitetos e urbanistas procuram a solução para adaptar os espaços públicos todos os dias. De paralelepípedos irregulares a becos estreitos, os problemas nas cidades são incontáveis. O maior desafio é conseguir uma mudança que não envolva a perda do patrimônio histórico das cidades.

Por nove anos, a Comissão Europeia concedeu o Prêmio Cidade Acessível às cidades europeias que melhor se adaptam às necessidades desses grupos. Lyon (França), Berlim (Alemanha), Chester (Reino Unido) ou Ávila (Espanha), receberam essa distinção em edições anteriores. Em 2018, o prêmio foi para Breda (Países Baixos). A celebração deste prêmio se enquadra no quadro da Estratégia Europeia sobre Deficiência (2010-2020).

O chefe do Departamento de Acessibilidade ao Meio Físico da Fundação ONCE, José Luis Borau, explicou o que as cidades precisam cumprir em termos de acessibilidade: “Eles devem responder às necessidades das pessoas com deficiência, para que as chamadas cidades inteligentes, ‘cidades inteligentes’, tornam-se ‘cidades humanas inteligentes’, colocando o ser humano em seu eixo central”.

No que diz respeito à tecnologia, Borau ressalta que essa ferramenta, desde que permite “melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência, responde às suas necessidades”.

O envelhecimento progressivo da população, a migração para as cidades e o alto número de pessoas com algum tipo de deficiência no mundo são três fatores que mostram a necessidade de aumentar a conscientização sobre a mudança nos espaços urbanos.

Todos os profissionais interessados ​​em abordar a questão da acessibilidade nas cidades encontrarão vários programas patrocinados pela UNINI sobre esse assunto, sendo um deles o Mestrado em Desenho, Gestão e Direção de Projetos com Especialização em Arquitetura e Urbanismo.

Fonte: Cómo las ciudades históricas pueden convertirse en ciudades accesibles.

Fundación ONCE pide que el diseño de las ciudades tenga en cuenta a las personas con discapacidad.

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